As intermitências da morte: romance / José Saramago
Material type:
TextLanguage: Portuguese Publication details: São Paulo Companhia das Letras, 2005Description: 207 pISBN: - 85-359-0725-4
- 869.3
| Item type | Current library | Collection | Call number | Status | Barcode | |
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Livro
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Biblioteca Campus Tarauacá | Acervo Circulante | 869.3 S243i (Browse shelf(Opens below)) | Available | 2018000778 |
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| 869.3 M385t 2.ed. Tempo de rosas | 869.3 N817n Noite eterna sangue sobre cedro, ascensão | 869.3 R175h Histórias agrestes contos escolhidos | 869.3 S243i As intermitências da morte: romance | 869.3 U26o A outra face da colheita contos e recontos | 869.31 Z85r O real do irreal | 869.37 S243t Todos os nomes |
Não há nada no mundo mais nu que um esqueleto, escreve José Saramago diante da representação tradicional da morte. Só mesmo um grande romancista para desnudar ainda mais a terrível figura. Apesar da fatalidade, a morte também tem seus caprichos. Cansada de ser detestada pela humanidade, a ossuda resolve suspender suas atividades. De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema. Idosos e doentes agonizam em seus leitos sem poder "passar desta para melhor". Os empresários do serviço funerário se vêem "brutalmente desprovidos da sua matéria-prima". Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma superlotação crônica, que não pára de aumentar. O negócio das companhias de seguros entra em crise. O primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal se desconsola, porque "sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja". Um por um, ficam expostos os vínculos que ligam o Estado, as religiões e o cotidiano à mortalidade comum de todos os cidadãos. Mas, na sua intermitência, a morte pode a qualquer momento retomar os afazeres de sempre. Então, o que vai ser da nação já habituada ao caos da vida eterna? Ao fim e ao cabo, a própria morte é o personagem principal desta "ainda que certa, inverídica história sobre as intermitências da morte". É o que basta para o autor, misturando o bom humor e a amargura, tratar da vida e da condição humana.
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