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Fontes de luz, meios de cultura e carboidratos na fisiologia do crescimento e conservação in vitro de Dioscorea alata L. / Camilla Mendes Pedroza Pessoa [manuscrito]

By: Contributor(s): Material type: TextTextPublication details: Rio Branco AC UFAC 2021Description: 107 fContained works:
  • Universidade Federal do Acre
Subject(s): DDC classification:
  • 635.23
Dissertation note: Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Acre, Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal, 2021. Summary: Resumo: O cultivo convencional do inhame tem apresentado problemas desde à obtenção de túberas-sementes de qualidade até a infecção das plantas pelo ataque de vírus e fungos. Com o cultivo in vitro, os problemas do cultivo tradicional são sanados e pesquisas com enfoque no desenvolvimento de protocolos de propagação e conservação estão cada vez mais frequentes. A otimização no desenvolvimento das culturas in vitro está atrelada ao conhecimento das necessidades fisiológicas dos vegetais. Diante disso, o presente trabalho objetivou estudar as respostas fisiológicas de plantas de inhame submetidas a técnicas de propagação: com o uso de diferentes qualidades de luz, e de formulação nutritiva e técnicas de conservação: com o uso de diferentes agentes osmóticos em distintas concentrações. No primeiro capítulo, objetivou-se estudar a influência da fonte de luz e formulação nutritiva no desenvolvimento, fisiologia e anatomia de plantas de inhame durante o cultivo in vitro, pré-aclimatização e aclimatização. Neste trabalho utilizou-se três fontes luminosas (fluorescente, LED e Módulo) e duas formulações nutritivas (MS e WPM). A exposição de plantas de inhame durante as fases in vitro e de pré-aclimatização à luz Fluorescente favoreceu a morfogênese e a fotossíntese líquida em inhame. O meio de cultura WPM foi mais eficaz que o MS na promoção do acúmulo de biomassa e de teores de pigmentos fotossintéticos de plantas aclimatizadas de inhame. Plantas de inhame aclimatizadas apresentaram parênquima clorofiliano mais organizado, com menores espaços intercelulares, feixes vasculares de menor calibre e estômatos aparentemente mais funcionais. O segundo capítulo abordou a influência de tipos e concentrações de agentes osmóticos, no crescimento e desenvolvimento, durante a conservação in vitro, recrescimento e aclimatização de inhame. Utilizou-se três agentes osmóticos em quatro concentrações e um tratamento testemunha. As avaliações de crescimento ocorreram aos 180, 270 e 360 dias do período de conservação, aos 60 dias de recrescimento e aos 120 dias de aclimatização. As avaliações bioquímicas foram realizadas ao final do período de crescimento lento. Através da análise de variáveis canônicas foi possível observar a formação de cinco e quatro grupos de tratamentos para as variedades "White" e "Purpurae", respectivamente, para ambas a representação da variação total foi superior a 90%. A altura da brotação foi a característica de crescimento que mais contribuiu para a diversidade entre os tratamentos, para as duas variedades. Dentre as variáveis bioquímicas, houve a formação de três e quatro grupos de tratamento, para "White" e "Purpurae", respectivamente, e as duas primeiras variáveis canônicas representaram mais de 90% da variação total, para ambas as variedades. O teor de amido e de açúcares solúveis totais, para as duas variedades, foram as características que mais contribuíram na variabilidade entre os tratamentos. Durante a fase de recrescimento, plantas da variedade "White" tiveram médias de altura da brotação e de número de folhas expandidas superiores nos tratamentos com sacarose e sorbitol. Nesta mesma fase, plantas da variedade "Purpurae" evidenciaram maior altura da brotação, número de folhas expandidas e número de gemas com sacarose, sorbitol e no tratamento testemunha. Na aclimatização, a variedade "Purpurae" para a altura da brotação, evidenciou maiores médias no tratamento com sorbitol 50 mM. Nesta fase, plantas "White" não tiveram efeito significativo para as variáveis analisadas. As concentrações de 50mM de sacarose ou de sorbitol, e de 100 mM de sorbitol, para a variedade "White", promovem maior sobrevivência durante o período de conservação. Conclui-se que a altura da brotação e o número de folhas expandidas aos 360 dias estão entre as variáveis que favorecem maior variabilidade entre os tratamentos durante o período de conservação in vitro da variedade "White". Sobrevivência de 100%, ao final do período de conservação in vitro, das plantas de inhame da variedade "Purpurae" foi promovida pela adição de 50mM de sorbitol ao meio de cultura. As variáveis altura da brotação aos 270 dias e número de gemas aos 360 dias permitiram maior diversidade entre os tratamentos durante o crescimento lento de inhame da variedade "Purpurae". As variáveis bioquímicas que tiveram maior contribuição na variabilidade entre os tratamentos, para ambas as variedades, são açúcares solúveis totais e amido. A utilização de sacarose e sorbitol, na concentração de 50mM, foi eficaz na regeneração e aclimatização de plantas de inhame submetidas a 360 dias de crescimento lento. O manitol não foi eficaz na manutenção de inhame in vitro.
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Tese Tese Biblioteca Campus Cruzeiro Do Sul Trabalho Academico 635.23 P475f (Browse shelf(Opens below)) ex.1 Consulta Local 2022000899

Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Acre, Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal, 2021.

Resumo: O cultivo convencional do inhame tem apresentado problemas desde à obtenção de túberas-sementes de qualidade até a infecção das plantas pelo ataque de vírus e fungos. Com o cultivo in vitro, os problemas do cultivo tradicional são sanados e pesquisas com enfoque no desenvolvimento de protocolos de propagação e conservação estão cada vez mais frequentes. A otimização no desenvolvimento das culturas in vitro está atrelada ao conhecimento das necessidades fisiológicas dos vegetais. Diante disso, o presente trabalho objetivou estudar as respostas fisiológicas de plantas de inhame submetidas a técnicas de propagação: com o uso de diferentes qualidades de luz, e de formulação nutritiva e técnicas de conservação: com o uso de diferentes agentes osmóticos em distintas concentrações. No primeiro capítulo, objetivou-se estudar a influência da fonte de luz e formulação nutritiva no desenvolvimento, fisiologia e anatomia de plantas de inhame durante o cultivo in vitro, pré-aclimatização e aclimatização. Neste trabalho utilizou-se três fontes luminosas (fluorescente, LED e Módulo) e duas formulações nutritivas (MS e WPM). A exposição de plantas de inhame durante as fases in vitro e de pré-aclimatização à luz Fluorescente favoreceu a morfogênese e a fotossíntese líquida em inhame. O meio de cultura WPM foi mais eficaz que o MS na promoção do acúmulo de biomassa e de teores de pigmentos fotossintéticos de plantas aclimatizadas de inhame. Plantas de inhame aclimatizadas apresentaram parênquima clorofiliano mais organizado, com menores espaços intercelulares, feixes vasculares de menor calibre e estômatos aparentemente mais funcionais. O segundo capítulo abordou a influência de tipos e concentrações de agentes osmóticos, no crescimento e desenvolvimento, durante a conservação in vitro, recrescimento e aclimatização de inhame. Utilizou-se três agentes osmóticos em quatro concentrações e um tratamento testemunha. As avaliações de crescimento ocorreram aos 180, 270 e 360 dias do período de conservação, aos 60 dias de recrescimento e aos 120 dias de aclimatização. As avaliações bioquímicas foram realizadas ao final do período de crescimento lento. Através da análise de variáveis canônicas foi possível observar a formação de cinco e quatro grupos de tratamentos para as variedades "White" e "Purpurae", respectivamente, para ambas a representação da variação total foi superior a 90%. A altura da brotação foi a característica de crescimento que mais contribuiu para a diversidade entre os tratamentos, para as duas variedades. Dentre as variáveis bioquímicas, houve a formação de três e quatro grupos de tratamento, para "White" e "Purpurae", respectivamente, e as duas primeiras variáveis canônicas representaram mais de 90% da variação total, para ambas as variedades. O teor de amido e de açúcares solúveis totais, para as duas variedades, foram as características que mais contribuíram na variabilidade entre os tratamentos. Durante a fase de recrescimento, plantas da variedade "White" tiveram médias de altura da brotação e de número de folhas expandidas superiores nos tratamentos com sacarose e sorbitol. Nesta mesma fase, plantas da variedade "Purpurae" evidenciaram maior altura da brotação, número de folhas expandidas e número de gemas com sacarose, sorbitol e no tratamento testemunha. Na aclimatização, a variedade "Purpurae" para a altura da brotação, evidenciou maiores médias no tratamento com sorbitol 50 mM. Nesta fase, plantas "White" não tiveram efeito significativo para as variáveis analisadas. As concentrações de 50mM de sacarose ou de sorbitol, e de 100 mM de sorbitol, para a variedade "White", promovem maior sobrevivência durante o período de conservação. Conclui-se que a altura da brotação e o número de folhas expandidas aos 360 dias estão entre as variáveis que favorecem maior variabilidade entre os tratamentos durante o período de conservação in vitro da variedade "White". Sobrevivência de 100%, ao final do período de conservação in vitro, das plantas de inhame da variedade "Purpurae" foi promovida pela adição de 50mM de sorbitol ao meio de cultura. As variáveis altura da brotação aos 270 dias e número de gemas aos 360 dias permitiram maior diversidade entre os tratamentos durante o crescimento lento de inhame da variedade "Purpurae". As variáveis bioquímicas que tiveram maior contribuição na variabilidade entre os tratamentos, para ambas as variedades, são açúcares solúveis totais e amido. A utilização de sacarose e sorbitol, na concentração de 50mM, foi eficaz na regeneração e aclimatização de plantas de inhame submetidas a 360 dias de crescimento lento. O manitol não foi eficaz na manutenção de inhame in vitro.

Orientador Frederico Henrique da Silva Costa

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